Governo alerta brasileiros que vão à Copa sobre os riscos da aids na África do Sul
O Ministério das Relações Exteriores recomenda aos brasileiros que vão a Copa do Mundo de Futebol, na África do Sul, cuidado redobrado em hospitais para evitar possíveis infecções do HIV. “A aids é um problema no país e atinge taxas de infecção, nos adultos, estimada em 20%”, destaca o Guia do Torcedor.

Elaborado pela Divisão de Assistência Consular (DAC) do Itamaraty em parceria com a embaixada brasileira naquele país, o documento indica alguns hospitais de referência e ressalta a obrigatoriedade da vacina contra a febre amarela e das receitas médicas na compra de medicamentos.

Especialistas da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) também fizeram no site da instituição recomendações para quem vai à África do Sul. “Como em qualquer país da África, é sempre bom lembrar que existem doenças endêmicas, como a malária. Igualmente relevantes são os cuidados com o consumo de água e alimentos contaminados”, recomenda a Coordenadora do Comitê Científico de Medicina de Viagem da SBI, Sylvia Lemos Hinrichsen.

Segundo Sylvia, os locais de maior risco de infecção por malária na África do Sul são Mpumalanga Province (incluindo Kruger National Park), Limpopo Province, Northern Province e algumas regiões de KwaZulu-Natal. O período do ano em que esse risco é maior situa-se entre os meses de outubro a maio, o que não exclui a necessidade de se adotar medidas profiláticas anteriores à viagem.

Ela recomenda também a todos viajantes a imunização contra as hepatites A e B.

A copa do mundo acontece entre os dias 11 de junho e 11 de julho.

Aids na África do Sul

Para uma população de aproximadamente 48 milhões de habitantes, estima-se que cerca de mil pessoas morrem todos os dias em decorrência do HIV na África do Sul.

O presidente do país, Jacob Zuma, vem mostrando desde que assumiu o governo, há um ano, vontade política para enfrentar a epidemia.

Recentemente, ele convidou a população a fazer o teste de HIV e serviu como exemplo, realizando a testagem em público.

Entretanto, Zuma é polígamo e se envolveu em 2005 num escândalo de abuso sexual, em que alegou ter tomado um banho logo após a relação para não contrair o HIV.

Especialistas em prevenção citam esses comportamentos de risco à infecção do HIV de Zuma, para exemplificar a vulnerabilidade da população sul-africana perante ao vírus da aids.

(Agência de Notícias de Aids)